História

 

Tudo começou com o primeiro proprietário do actual Hotel Rural Alves, Manoel Alves, casado com Maria Teresa de Oliveira, que construiu a primeira casa em pedra. Três filhos foram o fruto do seu matrimónio: João Baptista Alves, Francisco Alves e Manuel Joaquim Alves.

O filho mais velho, João Baptista Alves é herdeiro de todo o património da família, incluindo a Casa Alves de Torneiros, actual Hotel Rural Alves.

 

É nesta geração que este lugar ganha a designação de lugar de Torneiros, pois Manoel e seus filhos fabricavam tornos/torneiras para pipos neste local. Actualmente a designação é praticamente a mesma, sendo agora Travessa de Torneiros.

 

 

João Baptista Alves não teve filhos, apesar de duas núpcias. Por outro lado, seu irmão Francisco, casado com Maria Teresa Costa teve 4 filhos: João Alves da Costa, António Alves da Costa, Ana Alves da Costa e Manuel Alves da Costa.

 

 

Sendo que João Alves da Costa era sobrinho e afilhado de seu Tio João Baptista Alves que não teve filhos, sendo ele então herdeiro de todos os seus bens, incluindo a Casa Alves de Torneiros. Que aquando herda os seus bens ainda em solteiro decide mudar de nome para João Baptista Alves em homenagem a seu tio padrinho e ao nome da família paterna ALVES, porque este tinha o apelido da mãe COSTA.

 

Sendo então João Alves da Costa conhecido também por João Baptista Alves o 3º Dono da Casa.

 

 

Tinha como profissão proprietário, que se dedicava ao cultivo de suas terras, nomeadamente milho, centeio, trigo e linho e produção vinho verde branco e tinto. Dedicava-se também à caça do coelho bravo, da lebre e da perdiz. Tinha em média 12 cães de raça, perdigueiros e galgos. Dedicava-se também à exploração de minas, com o objectivo de obter água em abundância para a sua propriedade, como conseguiu. 

 

Casou-se com Emília Ferreira Dias, natural de Sequeira, filha morgada, da qual teve 4 filhos (Manuel Joaquim, José Augusto, Ana Maria e Maria Augusta). Sendo destes 4 filhos o herdeiro o Manuel Joaquim Dias Alves, por partilha. Que por sua vez aquando adulto se estabelece, num campo da propriedade de seu pai, com uma construção e abertura de uma industria de panificação, da qual obtém enorme sucesso. E constrói de raiz ainda ao lado da fábrica uma casa nova, onde residiu até à data da sua morte.

 

 

Este filho Manuel Joaquim Dias Alves, após estar estabelecido economicamente e ter o seu lar devidamente construído casa, com Albertina Machado da Silva Gomes, filha também de um grande proprietário vizinho, Domingos Gomes. Estes dois, Manuel e Albertina, são os 4ºs donos da Casa Alves de Torneiros, e que tiveram 4 filhos (António João, Fernando Manuel, Maria Celeste e Maria Emília). Em que nunca habitaram nesta casa, mas sim na casa nova que seu pai tinha construído num campo da propriedade. Mas a Casa Alves, após a saída dos seus filhos de gema para outros destinos habitacionais, ficou arrendada a caseiros de terras, cujo sobrenome era Matos, e que por acaso eram conhecidos pelos Alves, como Laurinda do Alves, Piedade do Alves e etc. Por habitarem na Casa dos Alves. Por isso o nome "Hotel Rural Alves / Casa Alves de Torneiros", por ser tão Alves que todas as pessoas que por cá passavam ficavam Alves.

 

 

Por mútuo acordo entre todos, Manuel Alves e Albertina Gomes, doam esta bela Casa a suas filhas, Maria Celeste Gomes Dias Alves e Maria Emília Gomes Dias Alves, que decidiram presentear o seu pai com a recuperação da mesma, uma vez que as mesmas perceberam o quanto ele ficaria honrado. Sendo ambas da área de Engenharias, decidiram abraçar esta actividade, por não terem na altura arranjado alguém que explorasse o mesmo. Sendo hoje, para ambas a actividade principal da qual têm muito orgulho.